O "SUJEITO DO ESTAR"
Trago comigo a consciência de que, em última análise, traçar linhas que delimitem a forma a um sujeito vivo não é verdadeira, mesmo tendo pretensão de verdade. Pois, dar forma seria semelhante a julgar. Explico o caminho pelo qual cheguei até aqui ... Julgar implica não somente em sentenciar. Em termos incipientes, há uma estrutura que envolve o juízo, que à princípio é a de descrever a alteridade, o sujeito de estar do outro. Nesta dinâmica, as generalizações parecem servir de modelo para reduzir o tempo de determinação do juízo sobre os particulares. Esta estrutura poderia estabelecer critérios do quanto vale e o que merece receber o que está sob judicação, para sentenciar o lugar que há de ficar e por quanto tempo, ou mesmo o que fazer com o que é julgado. Mas, como saber o tamanho das coisas que se movem? Aonde elas irão caber? Das coisas que se esticam e se encolhem e não param em residência fixa, como prever? Se se pretende rigor ao julgar, um ...