CANTEI E DANCEI, MAS VOCÊ NÃO SORRIU
Espero a graça te voltar, o sorriso se alargar e a luz em ti refletir, o desejo de esperança, o afago do pertencimento, a garantia da aliança. Confia. Sei que para confiar tem de conhecer, e como conhecer sem se conhecer. Vemos como por um espelho, o que penso ser capaz é o que vejo no outro que me reflete. Que eu saiba esperar, que consiga, pois desejo e com a força de um desejo que quero confiar. Confiar sem penhora? Mas, penhorar o quê? ... Como se confia sem garantir? E se há a garantia, mas nem nela consigo confiar? O que pode ser perdido? Tanto se tem a perder? O que se pensou fazer pode ser perdido, o que planejou e não fez também; o que sonhou, contou e foi executado, a expectativa do que deveria ser também. Tudo isso nasce na mente? Na imaginação? Se sim, que poderosa pode ser. Ainda assim como se confia? Então, dancemos e cantemos, pois que podemos fazer se não nos alegrar? - Mesmo sem confiança há algum que se pode alegrar?