No ponto em que a alma encontra seu caminho para dentro, há um reconhecimento de que o corpo é uma veste, um traje de gala, para a festa da vida. A alma interna é um aforismo, começa e termina num núcleo de significado. Mas alma termina? Alma determina, até mesmo para que não seja qualquer alma, mas uma alma. Talvez poucos cheguem a ser a alma, uma alma definida. São tantos os caminhos e as vozes, o trajeto quem ajuda a determinar. Quem está caminhando também se define. A escolha é feita lá dentro, na alma interna, no ponto oculto.
Voltei ... Voltei pra mim. O caminho de saída é por dentro. A alma é um labirinto. O instinto não é pulsão, assim como pulsão não pode ser reduzida ao instinto. O inimigo é o que toma, não pode. Mas também o que entrega aquilo que se não pode dar. A paciência ajuda a viver o processo, assim como vê-lo, como percebe-lo. A criação é a chave que leva pra lá, lá para cima. Melhor acalentar ou ser acalentado?
Não sei ... Tudo é complexo, quanto mais você obtém informação, não tem como não ficar mais complexo. São muitos os elementos, são muitas as conexões, são muitos os tipos de relações. São muitas as coisas. Na unidade parece simplificar. O um. Só tem um. Só tem UM. Se você não sabe o que está fazendo aqui, procure o simples. Ele vai te atender, costuma ser assim. O SIMPLES é sublime, não menos complexo, mas se mostra simples, aparece assim. Assim também os mansos e humildes de coração, simples. Já achei charmoso ser complexo, cheio de questões, de ornatos, espirais e cornijas, mas só me perdi de mim. O estilo Barroco é sombrio, cheio de voltas e reentrâncias. A profundidade pode ser simples?
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