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POR QUE AINDA ESTAMOS AQUI?

 Não sei ... Tudo é complexo, quanto mais você obtém informação, não tem como não ficar mais complexo. São muitos os elementos, são muitas as conexões, são muitos os tipos de relações. São muitas as coisas. Na unidade parece simplificar. O um. Só tem um. Só tem UM. Se você não sabe o que está fazendo aqui, procure o simples. Ele vai te atender, costuma ser assim. O SIMPLES é sublime, não menos complexo, mas se mostra simples, aparece assim. Assim também os mansos e humildes de coração, simples. Já achei charmoso ser complexo, cheio de questões, de ornatos, espirais e cornijas, mas só me perdi de mim. O estilo Barroco é sombrio, cheio de voltas e reentrâncias. A profundidade pode ser simples?

ALMA MAIS INTERNA

No ponto em que a alma encontra seu caminho para dentro, há um reconhecimento de que o corpo é uma veste, um traje de gala, para a festa da vida. A alma interna é um aforismo, começa e termina num núcleo de significado. Mas alma termina? Alma determina, até mesmo para que não seja qualquer alma, mas uma alma. Talvez poucos cheguem a ser a alma, uma alma definida. São tantos os caminhos e as vozes, o trajeto quem ajuda a determinar. Quem está caminhando também se define. A escolha é feita lá dentro, na alma interna, no ponto oculto.

O QUE É MADEIRA, FENO, PALHA ...

  Tanto que não subsiste por não ter lugar. De quem é um lugar? De quem é o Lugar? ... Há muitas moradas. Fechar a boca não é ruim, também faz parte de mim. Há hora pra tudo debaixo do sol. O cansaço é grande, mas só agradeço ao corpo que me trouxe até aqui, um cheio cheio de graça. Se uma célula ou grupo de células quisesse se rebelar, não contenderia, mas, agradeceria. Estamos todas cansadas.  Minha alegria foi que tudo me trouxe até aqui, ao lugar que precisava estar. Estou em casa.
 Voltei ... Voltei pra mim. O caminho de saída é por dentro. A alma é um labirinto. O instinto não é pulsão, assim como pulsão não pode ser reduzida ao instinto. O inimigo é o que toma, não pode. Mas também o que entrega aquilo que se não pode dar. A paciência ajuda a viver o processo, assim como vê-lo, como percebe-lo. A criação é a chave que leva pra lá, lá para cima. Melhor acalentar ou ser acalentado?

RETOMAR

NOVAS EXPERIÊNCIAS E PERCEPÇÕES. CREIO QUE SE APRESENTE NOVA ESCRITA E NOVO JEITO ...  DAQUI A POUCO VOLTO A PRODUZIR 

"HOMO CRIATIVIUM"

Como se pode criar? A cria sempre vem depois, por esta razão que se segue uma ordem. Esta ordem procede de lei, e a lei por sua vez obedece a uma voz. Se poderia dizer: - A uma voz??? ... As vozes vibram, e o vibrar é o pulsar de tudo que está vivo. Obedecer à ordem é também respeito, e por sua vez, respeitar também é honrar. Quem honra reconhece, respeita o pertencimento, dá licença para a existência do honrado. Por vezes não quiseram reconhecer o existir. A turba o fez. Tempo de barbaridades, as barbaridades de todos os tempos. Quando o caos se adentra a ordem sai. Como criar na ordem? Criar no caos? E caos tem ordem? Se ordena que não tenha. Ordenha uma palavra. Odierna circunstância.

CANTEI E DANCEI, MAS VOCÊ NÃO SORRIU

Espero a graça te voltar, o sorriso se alargar e a luz em ti refletir, o desejo de esperança, o afago do pertencimento, a garantia da aliança. Confia. Sei que para confiar tem de conhecer, e como conhecer sem se conhecer.  Vemos como por um espelho, o que penso ser capaz é o que vejo no outro que me reflete. Que eu saiba esperar, que consiga, pois desejo e com a força de um desejo que quero confiar. Confiar sem penhora? Mas, penhorar o quê? ... Como se confia sem garantir?  E se há a garantia, mas nem nela consigo confiar? O que pode ser perdido? Tanto se tem a perder? O que se pensou fazer pode ser perdido, o que planejou e não fez também; o que sonhou, contou e foi executado, a expectativa do que deveria ser também. Tudo isso nasce na mente? Na imaginação? Se sim, que poderosa pode ser. Ainda assim como se confia? Então, dancemos e cantemos, pois que podemos fazer se não nos alegrar?  - Mesmo sem confiança há algum que se pode alegrar?